quarta-feira, 22 de julho de 2009
Vozes
Eu ainda morro disso. Qual o poder de uma voz? Quando se está sozinha em casa e frases parecem surgir em seu ouvido sem que você consiga identificar a fonte, eu te garanto, isso é aterrorizante. Ainda bem que não sofro desse mal. O mal que me atinge é muito mais prazeroso. Por graça divina, passo a maior parte do tempo ao telefone por conta do trabalho (ressalva, não é telemarketing). Acho isso uma dádiva porque eu amo ficar ao telefone por horas. Quando não sou eu que pago, fica melhor ainda. Há um cliente meu que ainda cometerá homicídio (culposo, claro, não acho que ele tenha a intenção de me matar). QUE VOZ!!! Ligo para fazermos a entrevista e ouço: “Oi, Elaine, tudo bom?” Bom? Ta tudo ótimo, porque sua voz me faz ter pensamentos e sensações pecaminosas, você me deixa louca. “Oi, tudo bom. Vamos para entrevista?” Tenho um incrível autocontrole, acreditem. Ele conversando com a jornalista e eu pensando em todo o estrago que aquela voz pode fazer ao vivo bem pertinho do meu ouvido. Nossenhora! Sobre vozes, eu tenho uma teoria. Voz bonita, homem feio. Voz feia, homem bonita. Via de regra, funciona bastante. E ainda bem que existem as exceções. Como no caso citado anteriormente. E vamos, lá, temos que admitir uma boa voz, com a palavra certa e um bom vinho para um toque especial.... hmmmm.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Coisas de Minas
Minas tem suas peculiaridades. Gisdifora por osmose também. Sempre que vou em casa me beneficio de algo – digo, além do carinho fraternal de mamãe. Esse algo geralmente são os preços. Não raro faço compriminhas para consumo próprio. Sempre importo mateiga e queijos. Dessa vez, inovei. Estava eu, feliz e sorridente, com minha prima no supermercado quando avistei uma oferta. O absorvente que eu uso por menos da metade que eu compro aqui em São Paulo. Desculpe, platéia, mas eu não pensei duas vezes: comprei absorvente pra estocar até o final do ano. Como uso um por mês, comprei logo seis pacotes. E volto eu toda feliz pra Sampa com seis pacotes de absorvente na mala, cada um por R$ 1,69, enquanto por aqui eu não pagaria menos que R$ 2,30.
sábado, 11 de julho de 2009
Computador com necessidades especiais
Comprei meu amada note de um amigo meu. Configuração ótima, programas que eu queria por um preço que pude arcar em suaves prestações. Coisa de amigo mesmo. O único porém é que meu computador possui necessidades especiais. Primeiro, ele é todo em inglês. Por mais que tentasse configurar o teclado, nada funcionava. Foi numa viagem a trabalho que um simpático macho heterossexual com testosterona técnico de informática arrumou isso pra mim. Quisera eu que tivesse arrumado mais coisas, mas tudo bem ter ficado só no computador mesmo – nerd. Passado isso, resolvi economizar na compra de um DVD Player e decidi comprar os cabos para ligar meu distinto note na TV. Comprei três tipos de cabos diferentes. Conectei em tudo quanto é lugar e nada. Sai o som, mas imagem que é bom mesmo nada. Depois de um mês nessa guerra, herdei o DVD Player da minha mãe que funciona muito bem, obrigada, enquanto os cabos ficam jogados em algum canto da sala. A mais nova novidade (para ser redundante mesmo) é o mistério da instalação da impressora. Arrendei a impressora de uma amiga. Estou há quinze dias com a máquina e enfim resolvi instalar. Para minha surpresa, porém sem espanto, onde está a saída para impressora no meu note? Buracos incompatíveis, chave e fechadura errados, porca e parafuso trocados e qualquer outra referencia que se puder fazer a duas partes que simplesmente não se encaixam. Como das vezes anteriores, recorrir ao mentor espiritual deste aparelho – seu antigo dono. Conclusão, precisarei de comprar um cabo adaptador (mais um) para ligar a impressora. Espero que seja o último e meu computador com necessidades especiais consiga viver adaptado ao meu mundo.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Eu nego
Tem coisas na vida que a gente faz para não lembrar. Fato! Dessas, eu posso citar que nego terminantemente que eu tenha sido adolescente em algum momento da minha vida. NE-GO! Sempre que vejo os seres dessa categoria andando em bando, com roupas esquisitas, falando alto, dando gritinhos e outras manifestações do gênero, eu reluto em acreditar que já passei por isso. Raça danada. Insuportáveis! Se eu fui assim, eu esqueci, tive bloqueio dessa parte da vida. De uma coisa tenho certeza: EMO eu nunca fui. Pelo menos, na minha época (é, tem tempo mesmo), os teens eram limpinhos. Ninguém ficava andando na rua com o cabelo ensebado na cara, os meninos (mesmo os gays) não usavam roupa de mulher – estilo alternativo-descolado-cool, e a galera não ficava se beijando e chorando ao mesmo tempo por conta da muita EMOção. Mas como eu disse, eu não passei por isso. Saí da infância direto para a fase adulta, que, garanto, é muito mais legal. Imagina se um dia eu fui um ser disforme, sem personalidade, completamente desorientado e que ainda achava que tinha opinião. NUNCA!
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