sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mulher alfa ataca novamente

Estou criando um problema para mim mesma. Desde muito tempo que não me enquadro no estereótipo de mocinha meiguinha-delicada. Isso tem mais ou menos 28 anos. Com a minha emancipação aos 25, identifico algo problemático nesse contexto: sou extremamente independente. Tudo que precisa fazer, resolver, pegar o boi pelo chifre, lá vou eu. Mudei para uma vida totalmente alone no início do ano. Comprei móveis, máquina de lavar, fogão. Instalei e transportei praticamente tudo (os móveis é obvio que a loja foi montar). Ontem, chegou a geladeira. Confesso que não é nada grande. Uma porta, compacta, quase do meu tamanho – meço 1,59 e MEIO. Instalei a bicha toda sozinha. Tirei da caixa, coloquei no lugar, etc, etc. E já faz parte do meu currículo vedar vazamento do tanque e vaso sanitário, instalar máquina de lavar, consertar telefone e outros servicinhos-peão. Além disso, durmo esparramada na minha linda cama de casal, com colchão Dom Perrione (como eu gosto desse nome!). Estou longe de me tornar um machinho, mas com certeza vou assustar uns por aí. O que diminui minha margem de conquista de um macho que realmente agüente o rojão. Mulher alfa, homens beta, gama, ômega...

Gosto muito de te ver leãozinho

Todo leonino é de vidro, do mais fino que possa existir.
Autoafirmação, egocentrismo, ditaduras.
Tudo fachada para esconder a insegurança.
Se não somos o centro das atenções, reclamamos.
Se somos rejeitados, desabamos.
Chamamos a atenção para afirmar a nós mesmo que somos capazes.
Mas nos sentimos como que pisando em ovos o tempo todo.
Basta um ovo quebrado para começar a autopunição.
E como somos cruéis!
O autoperdão é tão difícil.
Gatinhos assustados!
Carentes!
Com mesma capacidade que iluminamos, escurecemos.
Mesclamos um e outro e quase ninguém nota.
Temos sempre um sorriso se você precisar.
O auto-sarcasmo esconde tudo isso.
Vou pra toca!
Gosto muito de te ver leãozinho, caminhando sob o sol...
Tua pele, tua luz, tua juba.


P.s: Este é o último post do gênero e prefiro não comentar. Sem maiores explicações. O post basta. Obrigada!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Minha vizinha não é o terror

Quem é o terror sou eu. Hoje, na hora de sair para o trabalho, encontrei com a distinta senhora no corredor do prédio. Ela ficou feliz em me ver, pois queria se desculpar – detalhe: de algo que ela não fez. Um certo dia, às ONZE DA MANHA, o porteiro do meu prédio interfonou lá em casa e pediu pra eu abaixar o som. Isso era ONZE DA MANHA, eu poderia ouvir no som na altura que eu quisesse. Como sou um ser amável e pacífico, eu abaixei e logo pensei: Essa vaca dessa veia só me perturba, além de me acordar às oito da matina no final de semana lavando a p&*% da janela, ainda fica regulando meu som. Eis que hoje, tive uma revelação. A delatora do volume acústico não foi ela. E ela veio se desculpar, pois acreditava que eu fiquei com a impressão de que foi ela que reclamou - o que ela tem razão e que eu neguei solenemente.
Dessa forma, também descobri que quando uma pessoa não tem o que fazer, ela não tem o que fazer mesmo. Minha amada senhorinha vizinha me contou que existe uma pessoa do 18º andar que faz parte do conselho (do qual minha vizinha também é membro) e que desce de andar em andar fiscalizando o hábito dos moradores e que foi essa criatura que reclamou do meu som.
Minha vizinha me garantiu que o som e conversas altas não a incomodam. E eu me coloquei à disposição da terceira idade caso eu faça barulhos incomodadores. Ainda bem que não criei confusão com podre senhora que lava janelas às oito da manhã, pois ela foi super gentil e amável. Mas a fiscalizadora sem serviço que me aguarde!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tá faltando pimenta

Qual o motivo que leva uma pessoa a sossegar? Namoro, idade, maturidade, falta de grana, depressão. E eu sosseguei. Só que eu não quero. Aconteceu sem minha permissão, mas o fato é que troco qualquer agito por programinhas lights. Só que eu era a rainha da agitação. Se eu ainda estivesse namorando, tudo bem, ia ficar de agarrinhos, programinhas a dois, vuco-vucos, mas não estou tendo nada disso. E ainda assim estou sossegada. Eu quero minha agitação de volta. To muito jovem pra ficar assim nesse marasmo. A vida ta ótima, tudo no lugar, mas falta a pimenta nossa de cada dia. Estou disposta a reencontrá-la e tomar doses cavalais. Assim até esse blog vai ficar mais interessante, porque isso aqui ta um marasmo só. Acho que vou ressuscitar umas histórias velhas pra ver isso aqui pega fogo. Porque por enquanto ta todo mundo igual eu zzzzzzzzzzzzzzzzzz.