segunda-feira, 15 de junho de 2009
Energia alfa
Neste final de semana, descobri que sou portadora de energia alfa. Ou pelo menos, é isso que acha minha amiga, que adquiriu este nobre conhecimento no livro de um encantador de cães. Segundo o autor, os cães acham que são os donos do pedaço até encontrarem em seu caminho alguém com energia mais dominante que a deles – a tal da energia alfa – e aí os caninos perdem terreno. Chegamos à essa conclusão quando conheci o cão de raça genérica da minha amiga. Eu fui cheia de amor pra dar ao bichinho – a La Felícia Tine&Tunes. O animalzinho enfiou o rabo no meio das pernas e colocou as orelhas pra trás num sinal nítido de pavor absoluto. O pobre até fez xixi no chão – ponto máximo de terror. Durante todo o tempo que estive na casa da minha amiga, o bicho não chegou perto de mim. Ele brincou com todo mundo menos comigo. E eu lá toda cheia de amor pra dar fui renegada pelo quadrúpede por causa dessa tal energia alfa repelente de animais dóceis. Comecei a pensar, será que é essa mesma energia que afasta os homens de mim?
terça-feira, 9 de junho de 2009
Simpatia para o dia dos namorados – pede e acharás
Amigos solidários e proavitos sobre a solteirice alheia são fenomenais. Uma amiga, também solteira, encaminhou um link com simpatias para o dia dos namorados. Pegue um quartzo rosa metálico, lave em águas virgens de uma nascente de rio, dê três pulinhos pra trás e bata duas palminhas. Pra finalizar, peça com muita fé um bom moço em sua vida ou escreva o nome do seu amado em um papelzinho, beije 31 vezes, aperte no coraçao e enterre no pé de uma roseira vermelha. Fácil! Uma outra amiga bem casada, obrigada, me deu um santinho do Santo Antonio com cordão e tudo. E aí eu pensei, quem produra acha. Vai que eu faço uma simpatia qualquer ou peça pra Santo Antonio e as coisas resolvem acontecer? A gente tem que ter muita certeza do que pede, pois os pedidos podem se tornar realidade.
Igual quando eu tinha doze anos e queria muito um cachorro. Só que eu tinha verdadeiro pavor do pobre animalzinho, morria de medo. Não chegava nem perto, mas queria ter um. Até que um dia, meu tio chegou em casa com dois pulguentinhos vira-latas e me mandou escolher um. Não tive escapatória. Ainda demorei quase um ano pra ficar à vontade com o peludinho de quatro patas que habitava meu quintal. Mas o trauma foi superado. Acho que nesse lance de namoro vai ter que ser mais ou menos da mesma forma, meio no susto, porque se depender de mim, apesar de querer (admito) eu vou fazer esforço não. Ai, paradoxos.
Igual quando eu tinha doze anos e queria muito um cachorro. Só que eu tinha verdadeiro pavor do pobre animalzinho, morria de medo. Não chegava nem perto, mas queria ter um. Até que um dia, meu tio chegou em casa com dois pulguentinhos vira-latas e me mandou escolher um. Não tive escapatória. Ainda demorei quase um ano pra ficar à vontade com o peludinho de quatro patas que habitava meu quintal. Mas o trauma foi superado. Acho que nesse lance de namoro vai ter que ser mais ou menos da mesma forma, meio no susto, porque se depender de mim, apesar de querer (admito) eu vou fazer esforço não. Ai, paradoxos.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Um texto bobo
No final do dia bate uma irritação misteriosa, como se o mundo todo estivesse contra você, quando, na verdade, o problema é interno. Culpa das milhares de sinapses diárias ocorridas involuntariamente por conta da criativadade excessiva em cima de situações imaginárias. HORMÔNIOS. Claro, a culpa é deles. Só posso estar de TPM – a maravilhosa desculpa fundamentada para não reconehcer a pequenez em si mesma.
E tudo irrita. O vinho comprado para ser tomados sem taças irrita. A tensão pré-viagem de feriado irrita. Os amigos realizando festas no fim de semana que você não está irrita. Mas o que irrita mesmo são as constantes sinapses que não cessam em cima de possibilidades imaginárias irrealizáveis. Tem como ser menos criativa? Existe remédio para controlar a imaginação? Quanto mais imagino, mas fico irritada. E me irrita saber que depois dessa irritação vem a tristeza. Entristeço porque a imaginação não virou realidade, porque a viagem é daqui a dois dias e amanhã eu tenho que trabalhar.
Envergonho. Olho pra frente e vejo que ele não sabe ler. Faz perguntas repetidas para a mesma linha de ônibus, por vergonha de perguntar a alguém e revelar seu segredo. Sorrateiramente, pergunto se ele vai para Paulista. Digo que também vou e pego o ônibus que não preciso. Ele está encaminhado, inseguro ao lado do cobrador para não perder o ponto. Eu sentada no escuro do ônibus escrevendo a perda de tempo de um da imaginariamente irritado. Ainda bem que ele não sabe ler!
E tudo irrita. O vinho comprado para ser tomados sem taças irrita. A tensão pré-viagem de feriado irrita. Os amigos realizando festas no fim de semana que você não está irrita. Mas o que irrita mesmo são as constantes sinapses que não cessam em cima de possibilidades imaginárias irrealizáveis. Tem como ser menos criativa? Existe remédio para controlar a imaginação? Quanto mais imagino, mas fico irritada. E me irrita saber que depois dessa irritação vem a tristeza. Entristeço porque a imaginação não virou realidade, porque a viagem é daqui a dois dias e amanhã eu tenho que trabalhar.
Envergonho. Olho pra frente e vejo que ele não sabe ler. Faz perguntas repetidas para a mesma linha de ônibus, por vergonha de perguntar a alguém e revelar seu segredo. Sorrateiramente, pergunto se ele vai para Paulista. Digo que também vou e pego o ônibus que não preciso. Ele está encaminhado, inseguro ao lado do cobrador para não perder o ponto. Eu sentada no escuro do ônibus escrevendo a perda de tempo de um da imaginariamente irritado. Ainda bem que ele não sabe ler!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Meu folhetim
Se acaso me quiseres/Sou dessas mulheres/Que só dizem sim. Bar, balada, jantar, almoço, fazer nada e roubadas. Eu aceito. Pode ser que na hora H eu desista. Mas sou tão facim. Situação: ex-peguetes mantem contato. Conversamos. Discutimos. É só fazer um agradinho que eu me derreto toda. Outro dia me perguntaram se eu estou solitária. Já achei que era uma preocupação afetiva e carinhosa sobre meu ser e fiquei apaixonada... por 30 segundos. Refleti, refleti e vi: solteira e sozinha, sim, solitária, não. E aí vem o convite: bar–sim, churrasco-sim, show no parque-sim, ficar em casa-também sim. Furos meus, furos teus – eu fico puta... e depois... sim, sim, sim. Por uma coisa à toa/Uma noitada boa/Um cinema, um botequim...
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